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Como os testes automatizados possibilitam o DevOps

A automação de testes ajuda as equipes de desenvolvimento a criar, testar e lançar com mais rapidez e confiabilidade.

Foto de Krishna Sai
Anton Hristov

Gerente de Produto na mabl


No início dos anos 2000, as empresas começaram a adotar práticas ágeis, utilizando um ciclo de vida do desenvolvimento acelerado e marcado pelo feedback frequente dos clientes. Mais tarde, esse fato provocou a adoção de ferramentas que permitem a integração contínua e a entrega contínua, que automatizaram os processos de compilação, teste, configuração e implementação.

No entanto, funções-chave, como desenvolvimento, teste e entrega à produção, eram executadas por equipes separadas que atuavam dentro de seus próprios silos. Isso causou ineficiências e prejudicou o ciclo de vida do desenvolvimento de software. Além disso, também promoveu o DevOps, as filosofias, práticas e ferramentas organizacionais que permitem que equipes pequenas e multifuncionais, também conhecidas como esquadrões, sejam responsáveis pela entrega contínua e pela qualidade das atualizações de produtos, de ponta a ponta.

Inicialmente, o DevOps unificou apenas o desenvolvimento e as operações de TI, enquanto os testes continuaram a ser realizados por uma equipe separada em grande parte de maneira manual. Assim ficou mais fácil enfrentar os desafios de entrega e monitoramento de aplicativos em nuvem. Além disso, levou à criação de pipelines de CI/CD totalmente automatizados. No entanto, o processo não resultou em ciclos de lançamento muito mais rápidos, já que os testes eram isolados e, muitas vezes, um processo manual demorado.

Para resolver o gargalo dos testes, hoje, as empresas estão se afastando das equipes de QA centralizadas para incorporar esse processo em toda a equipe de desenvolvimento.

O que é automação de testes?


A automação de testes é a prática de revisar e validar automaticamente um produto de software, como um aplicativo da Web, para garantir que ele atenda aos padrões de qualidade predefinidos de estilo de código, funcionalidade (lógica de negócios) e experiência do usuário.

As práticas de teste em geral envolvem os seguintes estágios:

  • Teste de unidade: valida unidades de código individuais, como uma função, para que elas funcionem conforme o esperado
  • Teste de integração: garante que várias partes do código possam funcionar juntas sem consequências não intencionais
  • Teste de ponta a ponta: valida se o aplicativo atende às expectativas do usuário
  • Testes exploratórios: adota uma abordagem não estruturada para revisar várias áreas de um aplicativo pela perspectiva do usuário, para descobrir problemas funcionais ou visuais

Em geral, os diferentes tipos de testes são visualizados como uma pirâmide. À medida que você sobe na pirâmide, o número de testes de cada tipo diminui, e o custo de criação e execução dos testes aumenta.

Pirâmide de testes exploratórios

Historicamente, todos os testes da pirâmide eram realizados manualmente. Esse era um processo lento, caro e propenso a erros até a criação de ferramentas de teste automatizadas.

Hoje, quase todos os testes de unidade são totalmente automatizados, e a automação desses testes é considerada uma prática recomendada. Os testes de integração também são bastante automatizados e, quando não, em geral são ignorados em favor de testes de ponta a ponta mais manuais. A onda atual de iniciativas de automação de testes concentra-se na automação da camada de ponta a ponta da pirâmide de testes, o que reduz a necessidade de testes de integração.

Embora as ferramentas de automação existam há mais de uma década, muitas exigem habilidades de codificação e com frequência resultam em testes frágeis com resolução de problemas e manutenção em grande escala muito caras. Muitas equipes acabam criando suas próprias estruturas de automação de teste personalizadas. Assim, a integração de novos membros da equipe se torna difícil e demorada, devido à curva de aprendizagem acentuada. Estruturas personalizadas também acabam exigindo sua própria manutenção e melhorias para acompanhar as mudanças na pilha de tecnologias. Como resultado, a maioria dos testes de ponta a ponta era um processo manual — até agora.

À medida que as empresas amadurecem as práticas de DevOps, a necessidade de automação de testes em todo o ciclo de vida é importante para liberar os principais benefícios do DevOps — a capacidade de criar, testar e lançar com mais rapidez e confiabilidade, simplificar as respostas a incidentes e melhorar a colaboração e a comunicação entre equipes. Deixar um build de lançamento com a equipe de QA por vários dias antes que os desenvolvedores recebam feedback e corrijam problemas identificados não é mais uma opção. As equipes de QA precisam alinhar seus esforços no ciclo de DevOps, garantindo que os casos de teste sejam automatizados e alcancem quase 100% de forma de verificação do código. Os ambientes precisam ser padronizados, e a implementação em caixas de QA, automatizada. Tarefas pré e pós-testes, limpezas, etc. devem ser automatizadas e alinhadas com o ciclo de integração contínua.

Hoje existem ferramentas "low-code", como o mabl, que possibilitam a incorporação de testes de ponta a ponta confiáveis e automatizados em todas as etapas do pipeline de CI/CD, o que ajuda a detectar problemas muito mais cedo no ciclo de vida do desenvolvimento. É sabido que, quanto mais cedo você detectar problemas de uma versão, mais rápido e barato vai ser para corrigi-los.

Testes automatizados no DevOps


Na prática, isso significa que os desenvolvedores são responsáveis por escrever testes de unidade para validar o funcionamento do código conforme o esperado, enquanto profissionais de qualidade e proprietários de produtos criam testes de IU automatizados que validam a experiência do usuário de ponta a ponta. Os profissionais de qualidade também organizam sessões de testes exploratórios, nas quais a equipe examina manualmente várias áreas de aplicação em busca de problemas.

Uma prática recomendada de DevOps é executar testes automatizados o quanto antes e com a maior frequência possível dentro do pipeline de CI/CD. Assim, a execução de testes automatizados de IU fica incluída na produção para monitorar com iniciativa problemas de experiência do usuário. Como os aplicativos atuais dependem de vários serviços com diversas partes móveis, a realização de monitoramento de transações sintéticas com testes na produção pode detectar problemas em serviços de terceiros antes dos usuários.

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Introdução a teste automatizado


Não existe uma solução única, mas essas são algumas coisas importantes que devem ser consideradas ao definir a estratégia de automação de testes para sua equipe:

Frequência de lançamento

Quanto mais frequentes forem os lançamentos, mais você vai precisar investir em automação de testes, sobretudo em testes de ponta a ponta que devem ser executados em cada implementação. Caso você não tenha um ciclo de lançamento frequente e queira acelerá-lo, pode começar adicionando uma maior cobertura de teste de unidade e criando testes de sanidade de IU simples e automatizados para realizar uma verificação rápida de sanidade em cada build. Depois, pode investir gradualmente na criação de testes de ponta a ponta mais automatizados que ajudem a reduzir o tempo necessário para verificar se há regressões em um lançamento.

Disponibilidade de ferramentas

Ferramentas modernas de automação de testes vão melhorar muito a capacidade de sua equipe de oferecer software de alta qualidade com continuidade. Ao avaliar ferramentas de teste, considere a criação fácil dos testes, a confiabilidade, a necessidade de manutenção e a integração com sua pilha de CI/CD.

É igualmente importante entender a curva de aprendizado e as habilidades necessárias para uma determinada ferramenta. Quanto mais fácil de usar for a solução, mais rápido a equipe pode aumentar. E ela vai ser mais acessível a mais pessoas da equipe, o que pode gerar uma maior cobertura de testes e ajudar a cultivar uma cultura de qualidade. Uma maneira eficaz de avaliar soluções de teste é fazer com que toda a equipe passe um tempo automatizando alguns cenários de teste com os principais candidatos da sua lista de finalistas.

Maturidade do produto

Se a equipe trabalha em um produto com vários clientes existentes e uma base de código madura, é provável que você já tenha uma cadência de lançamento e práticas de teste estabelecidas. À medida que a equipe passa para a integração contínua ou CI/CD completa, é importante incluir a automação de testes como uma parte essencial da automação do pipeline. A rapidez na entrega e no feedback é insustentável sem automatizar os testes antes e durante todo o desenvolvimento.

Por outro lado, se a equipe está construindo um novo produto, é uma oportunidade ideal para a instrumentação de testes automatizados desde o início. Logo de cara, defina uma meta para a cobertura do teste de unidade e concentre-se na definição dos casos de teste de ponta a ponta para cada recurso. É melhor esperar até que um recurso esteja perto do lançamento antes de adicionar testes de ponta a ponta automatizados para evitar falhas de teste devido a alterações de interface do usuário interrompidas.

Ambientes de CI/CD e dados de teste

A criação de testes automatizados é desafiadora por si só, mas muitas vezes é a falta de ambientes inexplorados com dados de teste que impede que as equipes adotem a automação de testes mais cedo no pipeline de CI/CD. Por esse motivo, é importante conversar com a equipe com antecedência sobre a estratégia de teste e se comprometer com a criação da infraestrutura de teste necessária. Por exemplo, os desenvolvedores precisam implementar o suporte a contas de usuário de teste e ter a capacidade de carregar dados de teste no ambiente usando uma API. A criação de uma infraestrutura para provisionar ambientes de teste efêmeros com antecedência acelera muito o ciclo de revisão e feedback da versão.

Diagrama de teste de QA

How does automated testing change the role of QA?


DevOps elevates the role of quality professionals to a strategic level and presents amazing opportunities for career growth.

In the past, the role of QA focused primarily on executing testing activities — writing test cases, executing manual tests, and reporting issues to the developers. There were typically only a few automation engineers in the product organization, while the majority of quality professionals were manual testers. The reason was test automation engineers needed a strong technical background, some development skills, strong communication skills, and a solid understanding of business requirements. Historically there was a high demand and low supply of people with this unique skill-set. Therefore product teams relied heavily on manual testers for quality assurance.

However, DevOps changes everything. With multiple releases to production per day, testing a build needs to take minutes, not days. Software teams need qualified professionals to lead and coach the rest of the team - especially developers - by advocating for the user, teaching best practices, and helping achieve the benefits of end-to-end testing.

Fortunately, low-code test automation tools like mabl can help manual testers or quality analysts to become automation engineers. As the time spent on manual testing is reduced, QAs can dedicate more time to playing the strategic role of quality coach on the team and help everyone participate in the quality assurance process.

Como os testes automatizados potencializam o DevOps


Hoje, testes automatizados são considerados uma prática recomendada de DevOps. Implementar testes automatizados em uma grande parte do pipeline de desenvolvimento pode parecer assustador no início, mas você pode começar automatizando um único cenário de ponta a ponta e executando esse teste em um cronograma. Novas ferramentas também tornaram os testes automatizados mais fáceis do que nunca, e os resultados valem a pena. Afinal, quem não quer ter usuários satisfeitos?

A adoção de testes automatizados ajuda a liberar os seguintes benefícios do DevOps:

  • Velocidade sem sacrificar a qualidade: ganhe alta velocidade do produto para deixar os desenvolvedores felizes e permitir que eles entreguem mais valor aos usuários, mais rápido
  • Melhor colaboração da equipe: a responsabilidade compartilhada pela qualidade permite uma melhor colaboração entre os membros da equipe
  • Confiabilidade: melhore a confiabilidade dos lançamentos aumentando a cobertura com a automação dos testes. Problemas de produção devem ser casos raros, não a regra
  • Escala: produza resultados de qualidade consistente com risco reduzido ao distribuir o desenvolvimento entre várias equipes pequenas que operam de maneira autossuficiente
  • Segurança: mova-se com rapidez sem comprometer a segurança e a conformidade, aproveitando políticas de conformidade automatizadas, controles minuciosos e técnicas de gerenciamento de configuração
  • Maior satisfação do cliente: maior confiabilidade e respostas rápidas ao feedback dos usuários aumentam a satisfação do usuário e geram mais indicações de produtos

Conclusão...


Adotar a automação de testes para liberar todo o potencial do DevOps vai reduzir os gargalos e aumentar a eficiência, o que vai ter um impacto direto sobre a satisfação do funcionário e do cliente e, por fim, o resultado final.

Comece a automatizar os testes com o Bitbucket Pipelines ou uma das muitas ferramentas e recursos de automação de testes disponíveis no Atlassian Marketplace.

Anton Hristov
Anton Hristov

Anton Hristov é gerente de produto da mabl e tem mais de 10 anos de experiência em desenvolvimento, testes e entrega de software. Gosta de trabalhar na interseção de pessoas, tecnologia e design. Em especial, Anton gosta de obter conhecimento a partir de dados e ajudar as pessoas a alcançarem todo seu potencial, o que se reflete nos produtos que ele ajuda a criar.


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